Quando foi a última vez que você passou por uma consulta oftalmológica?

Quando foi a última vez que você passou por uma consulta oftalmológica?

Se você mal se lembra quando foi sua última visita ao oftalmologista, fique em alerta. Independente da idade, criança, adulto ou idoso, realizar uma consulta oftalmológica periodicamente é de extrema importância. E nada de esperar que surjam sintomas. Muitas doenças podem ser diagnosticadas precocemente, mesmo sem quaisquer sinais de problemas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, doenças como catarata, glaucoma, retinopatia e degeneração macular estão entre as principais causas de cegueira e baixa visão em todo o mundo. Ocorre que, em boa parte dos casos, esse quadro poderia ter sido evitado se diagnosticado e tratado precocemente. Diversos problemas podem ser identificados ainda no consultório e outros tantos podem dar sinais que somente o oftalmologista percebe. A consulta não é o momento para fazer, somente, a refratometria, que é o exame para verificar o grau dos óculos. Outros exames que avaliam a estrutura ocular, as funções motoras e sensoriais, além da pressão intraocular, também podem ser realizados.

É muito comum que a ida ao consultório seja motivada por algum incômodo, como coceira, vermelhidão e dores de cabeça. Mas, muitas vezes, a consulta é adiada, os sintomas são ignorados e, como resultado, uma doença tratável pode se tornar irreversível. O glaucoma, por exemplo, não provoca sintomas inicialmente, mas com os exames certos, pode ser diagnosticado antes de causar cegueira. Por isso, a nível de prevenção, o ideal é buscar o oftalmologista mesmo sem qualquer sintoma

O primeiro contato com o oftalmologista se dá logo após o nascimento, quando deve ser realizado o teste do reflexo vermelho, popularmente conhecido como teste do olhinho, capaz de diagnosticar doenças congênitas e malformações oculares. Durante toda a infância, as consultas devem continuar acontecendo. A visão está diretamente relacionada ao processo de aprendizagem e qualquer alteração na acuidade visual pode influenciar os resultados escolares. Outro ponto é que as crianças nem sempre se queixam de problemas de visão, pois, muitas vezes, consideram “normal” a forma que enxergam.

Durante a adolescência algumas patologias podem afetar a saúde ocular, como erros refrativos e ceratocone, que pode ser resultado do péssimo hábito de coçar os olhos excessivamente. Outro problema que pode afetar a visão dos jovens é a síndrome de visão de computador, caracterizada pelo cansaço visual consequente do uso prolongado de dispositivos eletrônicos.

Em adultos, a presbiopia é um dos problemas de visão mais comuns. Popularmente conhecido como vista cansada, o problema é frequente após os 40 anos e causa dificuldade para enxergar com clareza objetos que estão perto. Para ler um livro, por exemplo, é preciso esticar o braço para ver melhor.

Já na terceira idade, catarata e degeneração macular são a grande ameaça. Ambas as doenças podem causar cegueira e, por isso, o tratamento deve ser realizado o quanto antes. Inicialmente, os danos à visão são pouco perceptíveis, tornando a consulta periódica com o oftalmologista ainda mais importante.

O principal objetivo da visita periódica ao oftalmologista é prevenir doenças capazes de causar a perda da visão. Ela deve ser realizada anualmente e em caso de fatores de risco, como histórico de glaucoma na família, esse intervalo deve ser menor. Se sua visita ao seu oftalmologista não está em dia que tal marcar uma consulta ainda hoje?

Fonte: Revista Veja Bem – Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) (http://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_22.pdf)

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